Gatos, a emoção de lidar de Nise da Silveira


A adoração às gloriosas divindades teriomórficas egípcias teve fim com o advento do Cristianismo. Os gatos, por suas qualidades singulares, passaram a ser associados às feiticeiras e foram perseguidos durante a Idade Média, sofrendo os terríveis excessos da Inquisição.
Em 1220, foram até organizados processos contra gatos, ocorrendo o absurdo desses animais serem acusados de manobras diabólicas e à semelhança de mulheres acusadas de bruxaria, foram condenados a perecer em fogueiras.
Ainda hoje o gato é repudiado por alguns e poucos o aceitam com amor.
Enquanto o cão permanece fiel ao seu dono, o gato não o obedece. Ergue a cauda e segue o caminho que lhe apraz.
Vocês já viram um enorme elefante dançando no circo sob as ordens de seu domador? Ou um tigre de dentes afiados, com sua majestosa beleza, atravessar obedientemente arcos de fogo num espetáculo circense? Contudo, nunca viram demontração alguma de gatos domados em circo! Isso porque o gato é um ser essencialmente livre e essa liberdade desafia o homem.

Os treinadores de animais para o cinema já atestaram isso. Para fazer cenas com gatos eles usam vários gatos parecidos, cada um com uma característica e gosto por uma brincadeira diferente, então na cena, parece que o gato está obedecendo, mas ao invés, está brincando de uma coisa que ele gosta naturalmente. Tente fazê-lo aceitar uma coisa diferente e não conseguirá...
Adoro os gatos por causa desse comportamento: ele é o ser mais sincero que existe. Não precisa de você para nada, então, se ele te aceita é porque realmente gosta de você.

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