Breve História do Gato




Ao longo dos séculos, os gatos significaram muito para nós. Foram adorados e temidos; estimados como talismãs e massacrados como agentes do mal.
Os primeiros gatos domesticados foram usados para o controle de pragas, no Egito antigo, em torno de 3000 a.C.. Os egípcios ficaram impressionados com aqueles extraordinários caçadores e passaram a considerá-los sagrados. Chamavam-no "miw". Quando o "miw" morria, seus donos colocavam luto, embalsamavam-no, punham-no num esquife de madeira e levavam-no para o grande templo de Bast, o deus-gato, em Bubastis.
Do Egito, os gatos foram levados para a Itália e, mais tarde, para a Europa inteira, conquistando apreciadores em vários lugares. Na Idade Média, porém, a sorte deles mudou.
A ligação dos gatos com os cultos pagãos desencadeou uma campanha da Igreja contra eles. Os supersticiosos acreditavam que as bruxas podiam transformar-se em gatos que, muitas vezes, eram queimados vivos pelos cristãos, que os julgavam agentes do mal.
A escassez de gatos acabou fazendo com que os ratos se espalhassem e disseminassem a peste por toda a Europa. Só que, à medida que sua utilidade passou a ser novamente reconhecida, a má fama foi desaparecendo. No século XVIII, já era presença constante nos lares e, no final do século XIX, começou a participar das primeiras exposições.

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